sábado, 12 de fevereiro de 2011

Diversidade, Costumes e Contribuição dos povos Africanos ao pais em construção.


  No Brasil, diferentemente de outros países da América, o fator identidade teve e tem peculiaridades, o mesmo determinantes de relações sociais existentes atualmente. Através da história e análises de vários autores sobre a constituição social brasileira, podemos pensar esse fator diferenciador.
  A grande remessa de Negros vindos para o Brasil, com suas diferentes danças e costumes, são descritos pelo Antropólogo e Médico Eugenista, Nina Rodrigues, que escreveu a obra no período final da escravidão, em que imperava a visão positivista de Augusto Comte. Em um texto do livro “Africanos no Brasil”, Nina Rodrigues afirmou seu caráter eugenista, ele era de acordo com os ideais positivistas e afirmava que o povo brasileiro havia sempre de ser inferior por suas heranças africanas.
  A raça Negra no Brasil, por maiores que tenham sido seus incontestáveis serviços, a nossa civilização por mais justificadas que sejam as simpatias de que acercou o revoltante abuso da escravidão, por maiores que se revelem os generosos exageros de sés defensores, não há de constituir sempre um dos fatores de nossa inferioridade como povo. P.24
  Nina Rodrigues descreveu os diversos costumes de cada povo, e catalogou a quantidade ainda existente de cada um deles.
  Os primeiros povos são os Nagôs, que ainda na época eram os africanos mais numerosos e influentes na Bahia. Os Nagôs usam tatuagens muito variadas, os da Bahia são de dois tipos diferentes. Em uns a cor negra é bem carregada, e as características da raça bem acentuada, dolicéfalos, prognatas, lábios grossos e pendentes, nariz chato, cabelo bem carapinha, talão saliente, gastrocnêmicos pouco desenvolvidos. São homens altos corpulentos e vigorosos. Os outros possuem uma cor clara, quase dos nossos mulatos, menos corpulentos parecendo menos fortes.
  A partir desse primeiro povo, podemos observar as variações de raça, que provavelmente iria compor a diversidade da raça brasileira.
  Os Jejes, ewes ou evés, está hoje em numero muito reduzido na Bahia,estão disseminados pela cidade. O numero de negros jejes introduzido nesse Estado deveriam entretanto ser muito grande.No século XVII , os jejes de Andra ou Alada, desempenharam um papel importante a guerra contra os holandeses.
  Os Minas, é os negros de Tsi, Gá da costa do ouro, que os africanos da Bahia reservam o nome de negros Mina. De todos os negros da Costa do Ouro e dos escravos, são esses os que acham agora mais reduzido o numero.
  Os Haussás,os negros superequatoriais, os sudanesnes, quatro povos ainda estão hoje na Bahia, com vestígios regulares de nação e tendo exercido influência apreciável nos colonos pretos: os Haussas, Tapós, Borus e Grucis.
  Tapós, Nifês ou Nupês, a dominação de tapós pelos quais são conhecidos entre nós os negros que mais se mistura entre os haussás na Bahia, que com esses compartilham da superioridade e do ascendente tirado do ensino muçulmano.
Atualmente os homens estão muito reduzidos em numero, mas há ainda algumas mulheres. Mantém a sua língua, apesar de que, como outros africanos conhecem e falem Nagô.
  Os Bornus ou Adamauás, quase extintos são os Bornús mais ainda existem alguns homens e poucas mulheres. Mantém o idioma, costumes e hábitos do país original. Dizem terem sidos inúmeros na Bahia, os que ainda vivem são mulçumanos.
  Os Gurunxís, Criaram uma colônia preta, das mais numerosas, ainda hoje são conhecidos pelo nome de negros galinhas.
  Os Fulá ou Fulanís, é a crença de que os fulas ou fulbís (plural de fulo ou pulo), povos pretos de raça branca do ramo camita, ou de todos não vieram para a América como escravos, ou só vieram em numero bem reduzido.
  Os Mandingás ou Mandês, não há mais nenhum negro na Bahia.
  Os Bantos, só há três congos na Bahia, que eu achei, e alguns angolas, sei que com informações tão escassas não posso afirmar nada de conhecimento próprio, sobre esses negros, pelo numero enorme que estiveram no Brasil e pelos serviços materiais, merecem grande atenção.
  Com a vinda desses povos, muitos usos e costumes, vieram e permaneceram fortemente de herança, muitos usos e costumes, como a vestimenta, cores vivas, tecidos grossos, etc..., forma de carregar as crianças, sempre junto ao corpo, com um tecido e a arte culinária com seus, acarajés, carurus, efós, mungunzás e vatapás etc.
  Nina Rodrigues mostrou ao mundo de forma extraordinária os costumes dos povos africanos, reconhecendo a recorrente contribuição para a sociedade brasileira, mas com suas próprias palavras, foram ditas anteriormente, a causa de nossa inferioridade foram os negros. E nessa perspectiva que busco rever alguns conceitos ou teorias do século XIX, que tiveram bastante influência, ou melhor que alicerçavam o campo teórico brasileiro.

Um comentário:

  1. Vim conhecer seu espaço e gostei muito! Muito seleto e diversificado. Parabéns. A educação é a base do ser humano para sua vida em sociedade e para uma vida feliz. Também sou educador e vejo que nossa base holística é o caminho mais ameno a seguir, repleto de aprendizados diários em rumo a uma qualidade de vida equilibrada.
    Obs: Me tornei seu seguidor.
    Prof. José Carlos
    http://projetosead.blogspot.com/

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